segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Todo amor é bonito, seja lá qual ínício, meio, ou fim que ele tenha.
Talvez, se no meio de uma briga alguém gritar amor, a briga acabe. Nem se gritasse paz ela acabaria, mas amor, amor sim.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

As pessoas falam coisas, e por trás do que falam há o que sentem, e por trás do que sentem há o que são e nem sempre se mostram...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Hoje se você não fala sobre política, maconha ou putaria tu é emo. Acho que não tem graça, não tenho vontade de falar sobre uma possível plantação de maconha, sobre subir num morro pra pegar pó. Eu não quero falar do trenzinho que vai uma mina no meio e um cara na frente, eu não quero saber da mina rebolando até o chão e eu acho que não adianta nada ficar falando da direita quando a esquerda vai cagar tudo também.
Acho que tem que falar de amor sem ter vergonha mesmo, porque eu acho que o que a gente fala acaba sendo mais positivo pras pessoas do que tu incentivar certas coisas que todo mundo deveria decidir sozinho. Eu acho que falar de amor não faz mal pra ninguém, a gente não tá sendo ruim com ninguém. 

(Rodrigo Tavares)

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Para mim, atualmente, companheirismo e lealdade são meio sinônimos de felicidade. Meus amigos são muito fortes e muito profundos, são amigos de fé, para quem eu posso telefonar às cinco da manhã e dizer: olha, estou querendo me matar, o que eu faço? Eles me dão liberdade para isso. Não tenho relações rápidas, quer dizer, tenho porque todo mundo tem, mas procuro sempre aprofundar. E isso é felicidade, você poder contar com os outros, se sentir cuidado, protegido.


(Caio F.)

domingo, 24 de outubro de 2010

A palavra utopia

Se eu pudesse apagar a palavra utopia do dicionário e da mente das pessoas, fá-lo-ia. Adiamos e adiamos o que queremos ser. A esperança, sempre a temos, claro. É o que faz, em muitos casos, com que a vida seja suportável.

(Saramago)

domingo, 10 de outubro de 2010

Sei lá menina, tá tudo tão legal, e um legal tão batalhado, um legal tão merecido, de costas e pernas doendo, mas coração tranquilo.

(Caio F.)

sábado, 9 de outubro de 2010

“É impressionante a força que as coisas parecem ter quando elas precisam acontecer.”

(Caetano Veloso)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

E acredito cada dia mais... Tem coisas que Deus dá para a gente aprender. E tem coisas que Deus só dá quando a gente aprende.

(Caio F.)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010





Querido estômago, desculpe por todas as borboletas ultimamente. Mas realmente não é minha culpa... É dele!

sábado, 18 de setembro de 2010

O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: "Se eu fosse você". A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina. Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção.
 
(Rubem Alves)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Feras contra feras.

Falo de uma mudança que levasse as pessoas a pensar que isto não é bastante para viver como ser humano. Não pode ser. Se nós nos convertemos em pessoas que só se interessam pelos seus próprios interesses, vamos converter-nos em feras contra feras. E aliás é isto o que está a acontecer.

(Saramago)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Agora pensei outro pensamento de gente grande. É assim: vezenquando, uma coisa só começa mesmo a existir quando você também começa a prestar atenção na existência dela. Quando a gente começa a gostar duma pessoa, é bem assim. 

(Caio F.)

domingo, 5 de setembro de 2010

As pessoas não mudam na sua essência, mas mudam muito de sonhos, mudam de pontos de vista e de necessidades, principalmente de necessidades.


Martha Medeiros

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

"A gente nasce e morre só.
Talvez por isso mesmo
é que se precisa tanto de viver acompanhado".

(Rachel de Queiroz)
Honestamente, eu não espero que você seja sincero comigo. As vezes eu acho que só eu sei fazer isso.

domingo, 22 de agosto de 2010

Coisas feitas.

No fundo, todos temos necessidade de dizer quem somos e que é que estamos fazendo e a necessidade de deixar algo feito, porque esta vida não é eterna e deixar coisas feitas pode ser uma forma de eternidade.

(Saramago)

Questão de humanidade.

Aceitemos então que estamos sozinhos e, a partir daí, façamos a nova descoberta de que estamos acompanhados – uns pelos outros. Quando pusermos os olhos no céu estrelado, com a furiosa vontade de lá chegar, mesmo que seja para encontrar o que não é para nós, mesmo que tenhamos de resignar-nos à humilde certeza de que, em muitos casos, uma vida não bastará para fazer a viagem – quando pusermos os olhos no céu, repito, não esqueçamos que os pés assentam na terra e que é sobre esta terra que o destino do homem (esse nó misterioso que queremos desatar) tem de cumprir-se. Por uma simples questão de humanidade.

(Saramago)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Procura.

O homem é um ser que procura. O que caracteriza o ser humano é a necessidade de procurar e procurar por distintos caminhos, que podem ser contraditórios. Não sabemos se encontramos e não sabemos se o que encontramos é alguma vez o que estávamos procurando, ou se não há mais o que procurar depois de haver encontrado algo. Portanto, somos seres de procura.

(Saramago)

domingo, 15 de agosto de 2010

Pelo menos, me movi. E se não fosse? Seria infinitamente pior pensar no que não aconteceu. Naquilo que não deu pé.

(Calmila)
Sabemos quem somos e o que sentimos, mas não sabemos até quando.

(Martha Medeiros)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Frágil






"Você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço."
 
(Caio F.)


É, tem dias que são assim... Tipo hoje!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Fui ali dar uma vivida.

Não tenho visto vida em palavras. Eu não acredito nas palavras, e sim nas pessoas, nas coisas e nas ações. Sentado aqui, longe de pessoas, coisas e fazendo nada a não ser um tilintar descontrolado de dedos, não vejo vida. Fui ali dar uma vivida, pra variar um pouco.

(Lucas Silveira)


domingo, 1 de agosto de 2010

Domingo é o meu inferno astral. Duvido que haja algo mais entediante. É dia de descansar, de almoço em família, de ir ao parque: o domingo é benevolente demais. Não tem a malícia do sábado nem a determinação da segunda. É um dia em cima do muro, não é dia de festa nem de trabalho. Nem lá, nem cá. Nem mais, nem menos.

(Martha Medeiros)

sábado, 31 de julho de 2010

Quem me dera não ter um pingo de receio de desagradar. "Vá para a puta que o pariu." Diria mil vezes.


(Martha Medeiros)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

quinta-feira, 29 de julho de 2010



Colei aquele "eu amo você" no espelho.
É pra mim mesmo! 
(Caio F.)
Não ir embora: ato de confiança e amor, comumente decifrado pelas crianças.

(Markus Zusak)
"Que importa a rota?
Voa e canta,
enquanto resistirem as asas."

(Menoquia del Pichia)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

A gente implora a Deus para que nos ajude a esquecer um amor quando na verdade não é esquecer que precisamos: é lembrar corretamente.

(Martha Medeiros)

terça-feira, 27 de julho de 2010

Sobre o que eu sinto.

De uns tempos pra cá, muita coisa mudou. Deletei um monte de gente da minha vida. Tudo sem um pingo de remorso. Quem me conhece, sabe que eu nunca fui assim. Sempre dei segundas, terceiras e décimas chances pra todo mundo. Sempre compreendi os erros alheios. Chorei e sofri junto. E passei a mão na cabeça de quem fingia querer o meu bem. Estou mentindo? (...) Sou quase a mesma de sempre, mas sinto que não sou mais boazinha. Minha tolerância acabou, minha intuição fareja à distância uma cabecinha ruim. Não tenho raiva de ninguém, mas minha prioridade agora é uma só: eu. Chega uma hora na vida que a gente tem que parar de ser boa com os outros e ser boa – primeiramente - com a gente. Outro dia uma amiga me disse uma frase que prometi não esquecer: quando o “ajudar ao outro” começa a te prejudicar, chegou a hora de parar. OK. Me desculpem, então, os que larguei à deriva. Eu não vou tolerar ninguém que me faça ter sentimentos que não sejam incríveis. (...) Não quero. Não posso. Não vou.
Onde andará? (“Onde andará?” é das perguntas mais tristes que conheço, sinônimo de se perdeu.)

(Caio F. Abreu)


Daí, a gente para e pensa no que se perdeu, está se perdendo, em quem se perdeu, está se perdendo. E se pergunta: "Porra, será que isso, ou essa pessoa, não poderia me acrescentar nada?" Imagino eu que cada um deveria pensar assim... Pena que minha imaginação é fértil.

domingo, 25 de julho de 2010

"Que coisa maluca a distância, a memória. Como um filtro, um filtro seletivo, vão ficando apenas as coisas e as pessoas que realmente contam."

(Caio F. Abreu)

sábado, 24 de julho de 2010

Quer saber?

Eu sou eu.
Você é você.
Eu não estou neste mundo para atender às suas expectativas.
E você não está neste mundo para atender às minhas expectativas.
Eu faço a minha coisa.
Você faz a sua.

(Rubem Alves)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

"Porque talvez esse seja o único remédio quando ameaça doer demais:
Invente uma boa abobrinha e ria,
feito louco,
feito idiota.
Ria até que o que parece trágico perca o sentido
e fique tão ridículo que
só sobra mesmo a vontade de dar
uma boa gargalhada."

(Caio F.)

quinta-feira, 8 de julho de 2010




Ah, mas tudo bem. Em seguida todo mundo se acostuma. As pessoas esquecem umas das outra com tanta facilidade. Como é mesmo que minha mãe dizia? Quem não é visto não é lembrado. Longe dos olhos, longe do coração. Pois é...


(Caio F.)


E não é que isso é verdade?

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Why?

Porque o esperado é o que nos mantêm firmes. Imóveis. O esperado é apenas o começo. O não esperado é que muda nossas vidas.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Sobre tu e você.

Posteridade. Dá até medo dessa palavra. O que será posterior ao agora? O que é posterior ao que foi ontem? E porque não repetimos (para a posteridade), aquilo que fizemos antes?


(Rodrigo Tavares)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Só olhar para ele, sentar ao lado, ouvir a voz, faz tudo ficar mais feliz. Algumas pessoas simplesmente valem a pena.

 
(Tati Bernardi) 

 
E a gente espera também valer a pena para alguém.



Certo, muitas ilusões dançaram. Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas...
 

(Caio F., sempre ele)

domingo, 4 de julho de 2010



E a gente espera que esse "alguém" seja o mesmo em quem a gente pensa.

Sobre a saudade.

Saudade não é o que a gente sente quando a pessoa vai embora. Seria muito simples acenar um 'tchau' e contentar-se com as memórias, com o passado. Saudade não é ausência. É a presença, é tentar viver no presente. É a cama ainda desarrumada, o par de copos ao lado da garrafa de vinho, é a escova de dentes ao lado da sua. Saudades são todas as coisas que estão lá para nos dizer que não, a pessoa não foi embora. Muito pelo contrário: ela ficou, e de lá não sai. A ausência ocupa espaço, ocupa tempo, ocupa a cabeça, até demais. E faz com que a gente invente coisas, nos leva para tão próximo da total loucura quanto é permitido, para alguém em cujo prontuário se lê "sadio". Ela faz a gente realmente acreditar que enlouquecemos. Ela nos deixa de cama, mesmo quando estamos fazendo todas as coisas do mundo. Todas e ao mesmo tempo. É o transtorno intermitente e perene de implorar por 'um pouco mais'.


Saudade não é olhar pro lado e dizer "se foi". É olhar pro lado e perguntar "cadê?". 


(Lucas Silveira)

terça-feira, 29 de junho de 2010


"... mas preciso de magia. Não consigo viver em preto e branco."


(Nietzsche)
Carinho é quando a gente não encontra nenhuma palavra para expressar o que sente. E fala com as mãos, colocando o afago em cada dedo.




(Teatro Mágico)
Descobri que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Por que, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar.

(O Caçador de Pipas)

sábado, 26 de junho de 2010





Soltava sorrisos ao vento
e ouvia: Uma hora eles
voltam pra você.




(Caio F.)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Sempre acreditei que toda vez que a gente entra numa igreja pela primeira vez, vê uma estrela cadente ou amarra no pulso uma fitinha de Nosso Senhor do Bonfim, pode fazer um pedido. Ou três. Sempre faço. Quando são três, em geral, esqueço dois. Um nunca esqueci.
Um sempre pedi: amor.



(Caio F.)

quarta-feira, 23 de junho de 2010


Não, meu bem, não adianta bancar o distante: lá vem o amor nos dilacerar de novo...


(Caio F.)