sábado, 31 de julho de 2010

Quem me dera não ter um pingo de receio de desagradar. "Vá para a puta que o pariu." Diria mil vezes.


(Martha Medeiros)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

quinta-feira, 29 de julho de 2010



Colei aquele "eu amo você" no espelho.
É pra mim mesmo! 
(Caio F.)
Não ir embora: ato de confiança e amor, comumente decifrado pelas crianças.

(Markus Zusak)
"Que importa a rota?
Voa e canta,
enquanto resistirem as asas."

(Menoquia del Pichia)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

A gente implora a Deus para que nos ajude a esquecer um amor quando na verdade não é esquecer que precisamos: é lembrar corretamente.

(Martha Medeiros)

terça-feira, 27 de julho de 2010

Sobre o que eu sinto.

De uns tempos pra cá, muita coisa mudou. Deletei um monte de gente da minha vida. Tudo sem um pingo de remorso. Quem me conhece, sabe que eu nunca fui assim. Sempre dei segundas, terceiras e décimas chances pra todo mundo. Sempre compreendi os erros alheios. Chorei e sofri junto. E passei a mão na cabeça de quem fingia querer o meu bem. Estou mentindo? (...) Sou quase a mesma de sempre, mas sinto que não sou mais boazinha. Minha tolerância acabou, minha intuição fareja à distância uma cabecinha ruim. Não tenho raiva de ninguém, mas minha prioridade agora é uma só: eu. Chega uma hora na vida que a gente tem que parar de ser boa com os outros e ser boa – primeiramente - com a gente. Outro dia uma amiga me disse uma frase que prometi não esquecer: quando o “ajudar ao outro” começa a te prejudicar, chegou a hora de parar. OK. Me desculpem, então, os que larguei à deriva. Eu não vou tolerar ninguém que me faça ter sentimentos que não sejam incríveis. (...) Não quero. Não posso. Não vou.
Onde andará? (“Onde andará?” é das perguntas mais tristes que conheço, sinônimo de se perdeu.)

(Caio F. Abreu)


Daí, a gente para e pensa no que se perdeu, está se perdendo, em quem se perdeu, está se perdendo. E se pergunta: "Porra, será que isso, ou essa pessoa, não poderia me acrescentar nada?" Imagino eu que cada um deveria pensar assim... Pena que minha imaginação é fértil.

domingo, 25 de julho de 2010

"Que coisa maluca a distância, a memória. Como um filtro, um filtro seletivo, vão ficando apenas as coisas e as pessoas que realmente contam."

(Caio F. Abreu)

sábado, 24 de julho de 2010

Quer saber?

Eu sou eu.
Você é você.
Eu não estou neste mundo para atender às suas expectativas.
E você não está neste mundo para atender às minhas expectativas.
Eu faço a minha coisa.
Você faz a sua.

(Rubem Alves)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

"Porque talvez esse seja o único remédio quando ameaça doer demais:
Invente uma boa abobrinha e ria,
feito louco,
feito idiota.
Ria até que o que parece trágico perca o sentido
e fique tão ridículo que
só sobra mesmo a vontade de dar
uma boa gargalhada."

(Caio F.)

quinta-feira, 8 de julho de 2010




Ah, mas tudo bem. Em seguida todo mundo se acostuma. As pessoas esquecem umas das outra com tanta facilidade. Como é mesmo que minha mãe dizia? Quem não é visto não é lembrado. Longe dos olhos, longe do coração. Pois é...


(Caio F.)


E não é que isso é verdade?

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Why?

Porque o esperado é o que nos mantêm firmes. Imóveis. O esperado é apenas o começo. O não esperado é que muda nossas vidas.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Sobre tu e você.

Posteridade. Dá até medo dessa palavra. O que será posterior ao agora? O que é posterior ao que foi ontem? E porque não repetimos (para a posteridade), aquilo que fizemos antes?


(Rodrigo Tavares)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Só olhar para ele, sentar ao lado, ouvir a voz, faz tudo ficar mais feliz. Algumas pessoas simplesmente valem a pena.

 
(Tati Bernardi) 

 
E a gente espera também valer a pena para alguém.



Certo, muitas ilusões dançaram. Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas...
 

(Caio F., sempre ele)

domingo, 4 de julho de 2010



E a gente espera que esse "alguém" seja o mesmo em quem a gente pensa.

Sobre a saudade.

Saudade não é o que a gente sente quando a pessoa vai embora. Seria muito simples acenar um 'tchau' e contentar-se com as memórias, com o passado. Saudade não é ausência. É a presença, é tentar viver no presente. É a cama ainda desarrumada, o par de copos ao lado da garrafa de vinho, é a escova de dentes ao lado da sua. Saudades são todas as coisas que estão lá para nos dizer que não, a pessoa não foi embora. Muito pelo contrário: ela ficou, e de lá não sai. A ausência ocupa espaço, ocupa tempo, ocupa a cabeça, até demais. E faz com que a gente invente coisas, nos leva para tão próximo da total loucura quanto é permitido, para alguém em cujo prontuário se lê "sadio". Ela faz a gente realmente acreditar que enlouquecemos. Ela nos deixa de cama, mesmo quando estamos fazendo todas as coisas do mundo. Todas e ao mesmo tempo. É o transtorno intermitente e perene de implorar por 'um pouco mais'.


Saudade não é olhar pro lado e dizer "se foi". É olhar pro lado e perguntar "cadê?". 


(Lucas Silveira)