sexta-feira, 27 de agosto de 2010

"A gente nasce e morre só.
Talvez por isso mesmo
é que se precisa tanto de viver acompanhado".

(Rachel de Queiroz)
Honestamente, eu não espero que você seja sincero comigo. As vezes eu acho que só eu sei fazer isso.

domingo, 22 de agosto de 2010

Coisas feitas.

No fundo, todos temos necessidade de dizer quem somos e que é que estamos fazendo e a necessidade de deixar algo feito, porque esta vida não é eterna e deixar coisas feitas pode ser uma forma de eternidade.

(Saramago)

Questão de humanidade.

Aceitemos então que estamos sozinhos e, a partir daí, façamos a nova descoberta de que estamos acompanhados – uns pelos outros. Quando pusermos os olhos no céu estrelado, com a furiosa vontade de lá chegar, mesmo que seja para encontrar o que não é para nós, mesmo que tenhamos de resignar-nos à humilde certeza de que, em muitos casos, uma vida não bastará para fazer a viagem – quando pusermos os olhos no céu, repito, não esqueçamos que os pés assentam na terra e que é sobre esta terra que o destino do homem (esse nó misterioso que queremos desatar) tem de cumprir-se. Por uma simples questão de humanidade.

(Saramago)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Procura.

O homem é um ser que procura. O que caracteriza o ser humano é a necessidade de procurar e procurar por distintos caminhos, que podem ser contraditórios. Não sabemos se encontramos e não sabemos se o que encontramos é alguma vez o que estávamos procurando, ou se não há mais o que procurar depois de haver encontrado algo. Portanto, somos seres de procura.

(Saramago)

domingo, 15 de agosto de 2010

Pelo menos, me movi. E se não fosse? Seria infinitamente pior pensar no que não aconteceu. Naquilo que não deu pé.

(Calmila)
Sabemos quem somos e o que sentimos, mas não sabemos até quando.

(Martha Medeiros)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Frágil






"Você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço."
 
(Caio F.)


É, tem dias que são assim... Tipo hoje!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Fui ali dar uma vivida.

Não tenho visto vida em palavras. Eu não acredito nas palavras, e sim nas pessoas, nas coisas e nas ações. Sentado aqui, longe de pessoas, coisas e fazendo nada a não ser um tilintar descontrolado de dedos, não vejo vida. Fui ali dar uma vivida, pra variar um pouco.

(Lucas Silveira)


domingo, 1 de agosto de 2010

Domingo é o meu inferno astral. Duvido que haja algo mais entediante. É dia de descansar, de almoço em família, de ir ao parque: o domingo é benevolente demais. Não tem a malícia do sábado nem a determinação da segunda. É um dia em cima do muro, não é dia de festa nem de trabalho. Nem lá, nem cá. Nem mais, nem menos.

(Martha Medeiros)